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Long live film!

long live film by indie film lab

O trailer do documentário Long live film! tem gerado burburinho nas redes sociais nas últimas semanas, produzido pelo pequeno laboratório Indie Film Lab de Montgomery e a Kodak.

 

Pouca informação foi libertada sobre o documentário, apenas que é uma parceria entre o Indie film Lab e a Kodak e que é focado em fotógrafos que ainda usam filme e as razões porque o fazem.

 

Do que conseguimos apurar parece que Kodak e Indie FIlm Lab são próximos, tanto nas referências à kodak no blog do laboratório assim como o destaque dado ao fundador do laboratório no blog da kodak.

 

Ficamos a aguardar com espectativa a estreia do documentário porque também amamos o filme. 

 

 

 

via Lomography

Adobe lança pacote especial para fotógrafos na Cloud

A Adobe anunciou recentemente na feira Photoshop World em Las Vegas uma oferta para os fotógrafos que queiram usar as últimas tecnologias da Adobe na Cloud: Photoshop CC, Lightroom 5, Behance ProSite e 20GB de espaço por $9.99 por mês (7.38 Euros).

 

Esta oferta é limitada a utilizadores que tenham uma licença para Photoshop CS3 ou superior e é válida até 31 de Dezembro (pressupõe um ano de fidelização).

 

Esta é uma solução interessante: ter um pacote com as ferramentas necessárias para um fotógrafo a um preço competitivo e além disso quem subscrever tem acesso a recursos da Creative Cloud Learn’s.

 

via adobe blog  

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Processadores JOBO

jobo cpe 2 plus and jobo cpp 2

JOBO CPP-2 com lift e JOBO CPE PLUS

 

O sistema de tanques 1500 de que falámos aqui foi criado inicialmente tendo como intuito um processamento manual. No entanto, bastou a adição de um acessório ( um imãn ou uma roda dentada) para poderem ser usados com um processador rotativo. A JOBO lançou vários modelos de processadores com diferentes capacidades de processamento. Hoje, vamos falar do "pequeno" CPE-2 PLUS. 

O CPE-2 PLUS é o processador rotativo mais económico da JOBO. O seu banho de água e o sistema de rotação bidireccional dão-lhe um controle preciso sobre dois dos três elementos básicos de processamento - a temperatura e a agitação (o terceiro, o tempo, é controlado manualmente). 

 

Por que é que o CPE-2 PLUS funciona?

 

Há três variáveis ​​importantes para o processamento de película: tempo, temperatura e agitação. Processando filme preto e branco manualmente, é possível alterar o tempo de revelação baseado na temperatura ambiente. Há uma fórmula que (para um dado revelador/diluição) determina que com um aumento de temperatura o tempo de revelação será menor e vice-versa. É importante perceber que o mesmo não sucede com filme colorido. Não há nenhuma correcção uniforme em relação ao tempo e temperatura e, portanto, é difícil desenvolver a película de cor consistente sem um processador que controle a temperatura exacta.

Segue-se uma explicação de como o CPE-2 Plus lida com as três variáveis:

 

Agitação

O CPE-2 PLUS utiliza uma agitação bidireccional, que garante um contacto aleatório da química com a película/papel. É muito importante que a rotação seja bidireccional porque evita a formação de padrões de fluxo, que podem resultar num mau processamento.

 

 

Tempo

O CPE-2 PLUS não controla automaticamente o tempo de enchimento e escoamento dos químicos. A fim de conseguir o tempo correcto é necessário um relógio/cronómetro/temporizador para fazer esse controle. Com o acessório lift, o processo de enchimento/vazamento é facilitado. (O tempo começa a contar quando os químicos entram em contacto com a película e o escoamento é feito 10s antes de o tempo acabar)

 

Temperatura

O processador CPE-2 PLUS usa um banho-maria para assegurar uma temperatura uniforme dos produtos químicos, e do tanque ou tambor que contém o papel ou película exposta. Isso é importante a processar P/B porque ajuda a ser mais consistente - mas não é crítico. Para quem só processa P/B, as maiores vantagens são:

 

Prático: não é preciso instalar o CPE-2 PLUS numa câmara escura. Depois de fechado o tanque, pode trabalhar onde quiser.

 

Pegada ecológica reduzida: O CPE-2 Plus mede apenas 30x64 cm, ocupando apenas uma fracção do espaço necessário para tinas.

 

Mais fácil lidar com produtos químicos: O CPE-2 Plus é um sistema em que os químicos só são expostos ao ar brevemente, o que reduz o odor e a oxidação.

 

Versatilidade: Um processador é usado para processar rolos de 35mm, 110, 120, 220, chapas de 4x5 " e papel até 16x20".

 

Poupança: Com um processador rotativo, usa sensivelmente metade dos químicos necessários para processo manual.

 

Compatibilidade: Com O CPE-2 PLUS, é possível usar tanques da série 1500 ou 2500 ( com o CPP-2 é possivel usar expert drums); o sistema de tanques 2500 é tão versátil que permite processar rolos de filme e chapas 4x5'' simultaneamente.

 

 

Processadores JOBO

  Max quimicaMax filmes 1351204x5"
PROCESSADORES SEMI-AUTOMÁTICOSDUOLAB300 ml226
CPE 2 PLUS600ml5612
CPP2/CPA1000ml7818
PROCESSADORES AUTOMÁTICOSJOBO ATL 500/ 800300 ml226
JOBO ATL 500/ 800300 ml226
JOBO ATL 1000/1500600 ml5612
JOBO ATL 2200/23001.000 ml7818
JOBO ATL 25001.500 ml121430

 

 

Tanques 1500 com espirais 1501

Tanques35mm120220NúcleoVolume Mínimo
15101nana04043140 ml
152022104044240 ml
1540 (1510 + 1530)44204043+04045470 ml
1526 (1520 + 1530)56304044+04045570 ml
1510 + (2x)153078404043 + (2x)04045800 ml
1520 + (2x)1530810504044 + (2x)04045900 ml

 

 

Tanques 1500 com espirais inox

Tanques35mm (1555)120 (1557)220 (1559)NúcleoVolume Mínimo
15201111561300 ml
1540 (1510 + 1530)4221562500 ml
1526 (1520 + 1530)5331563600 ml
1520 + (2x)15308551564950 ml

 

 

Tanques 2500 com espirais 2502 (para qualquer filme carregado dentro do clip vermelho):

Tanques35mm120220NúcleoVolume Mínimo
25131nana04043170 ml
2521 ou 252322104044270 ml
2551 ou 255356304044 + 04045640 ml
2560663(2x) 04045850 ml
256366304044 + 04045 + 04073850 ml
2583 (2523 + 2560)810504044 + (2x) 040451250 ml
2593 (2553 + 2560)1214704044 + (3x) 040451500 ml

 

 

Tanques 2500 com espirais 2502 (para filmes 120 na parte exterior da espiral / um filme por espiral) :

Tanques120NúcleoVolume Mínimo
2521 ou 2523104044170 ml
2551 ou 2553304044 + 04045330 ml
2560 Módulo4(2x) 04045400 ml
2563404044 + 04045 + 04073400 ml
2583 (2523 + 2560)504044 + (2x) 04045620 ml
2593 (2553 + 2560)704044 + (3x) 04045800 ml

 

 

Tanques 2500 com espirais 2509N

Tanques4x5"NúcleoVolume Mínimo
2521 ou 2523604044270 ml
2551 ou 25531204044 + 04045560 ml
2560 Módulo12(2x) 04045730 ml
25631204044 + 04045 + 04073730 ml
2583 (2523 + 2560)1804044 + (2x) 040451000 ml
2593 (2553 + 2560)2404044 + (3x) 040451250 ml

 

 

Expert Drums

Expert Drums4x5"5x7"8x10"8.5x12"Volume MínimoVolume máximo
3004 Expertna444270 ml1500 ml
3005 Expertna55na330 ml1500 ml
3006 Expert66nana210 ml1000 ml
3010 Expert10nanana210 ml1000 ml

 

NOTAS

- Os volumes indicados são o mínimo, o necessário para cobrir a película.

- Tanques 2521 têm um imãn/ tanques 2523 têm uma roda dentada.

- Uso de mais quimica que o indicado poderá danificar o motor.

 

Manuais de instruções:

JOBO Duolab

Processador JOBO CPE 2, CPA e CPP-2

JOBO ATL 500

JOBO ATL 800

JOBO ATL 1000

JOBO ATL 1500

JOBO ATL 2000

JOBO ATL 2x00

JOBO ATL 3000

 

 

Sistema JOBO 1500 – a derradeira combinação

jobo unitank 1500 the ultimate combo

Dos muitos produtos do catálogo da JOBO, os seus tanques e tambores ocupam um lugar de destaque. Na verdade, foi o tanque de inversão que colocou a JOBO no mapa, por volta de 1920. O responsável pela invenção foi Johannes Bockemühl, que fundou a empresa numa garagem na Alemanha.

 

Tal como a Kodak, a JOBO não se soube adaptar à massificação do digital, pelo que em 2010 a empresa declarou insolvência. No entanto, em 2012, qual Fénix renascida, lançou o processador JOBO CPP 3 na Photokina, que noticiámos aqui.

 

A empresa procurou sempre envolver os seus clientes no processo de desenvolvimento de novos produtos e o seu catálogo caracteriza-se por um misto de inovação e qualidade aliados à engenharia alemã. Ah! Um pequeno aviso – a marca JOBO não é uma marca que se distinga por ser barata.

 

O sistema de tanques JOBO 1500 é modular. Isto significa que, com o tanque 1510, é possível processar um filme de 35mm, e que o tanque 1520 tem capacidade para processar dois filmes de 35mm ou dois de 120mm. Através da aplicação de extensões, é possível processar quatro, cinco, seis, sete, ou mesmo oito filmes. Este sistema utiliza uma espiral universal (1501) de fácil carregamento e todas as peças (tampas, núcleos, espirais e extensões) são compatíveis entre si.

 

Estas especificidades fazem do sistema 1500 um sistema bastante robusto, possibilitando uma evolução de acordo com o desenvolvimento e necessidades do fotógrafo.

 

Algumas Vantagens:

 

Resistentes ao choque

Os tanques são feitos de plástico flexível - não são à prova de tratamento de choque, mas são bastante resistentes.

 

Modular

Usando tanques de outros fabricantes, para processar mais filmes, é necessário comprar outro tanque com maior capacidade. Com tanques JOBO, um tanque 1520 suporta dois filmes. Para aumentar a capacidade, basta juntar uma extensão.

Além disso, se quiser mudar para um processador rotativo, pode usar os mesmos tanques, aplicando apenas um acessório.

 

Manutenção

O tanque desmonta-se facilmente, o que possibilita uma limpeza e secagem das várias peças de modo simples.

 

Ideal para filmes infravermelhos

Ao contrário de tanques de outras marcas, que não são opacos à radiação infravermelha, o tipo de plástico e pigmentação dos tanques JOBO torna-os capazes de processar filmes infravermelhos.

 

Poupar dinheiro!

Poupa dinheiro de três maneiras: primeiro, porque os tanques da Série 1500 usam pouca solução para processar filmes; em segundo lugar, porque a série 1500 permite processar dois rolos de filme 120 por espiral; a terceira forma de poupar dinheiro passa por mudar para um processador rotativo, que lhe permite reduzir a quantidade de químicos para cerca de metade. Mas este é um assunto que fica para outro dia....

 

O sistema 1500 é, como dizem os americanos, The ultimate combo!

 

Tabela resumo de químicos necessários para processar filme em tanques JOBO com espirais 1501 manualmente:

Tanques35mm120220NúcleoVolume Mínimo
15101nana04043250 ml 
152022104044485 ml 
1540  (1510 + 1530)44204043+04045975 ml 
1526  (1520 + 1530)56304044+040451210 ml 
1510 + (2x)153078404043 + (2x)040451700 ml 
1520 + (2x)1530810504044 + (2x)040451935 ml 

 

 

Sistema 2500 e 3000

Se o sistema 1500 é mais vocacionado para processamento de filme de 35mm ou 120mm, o sistema 2500 da JOBO foi criado a pensar no segmento profissional. São tanques concebidos para processadores rotativos (seria preciso muita química para usar com processamento manual) e as espirais 2502 foram desenhadas com o objectivo de alcançar um processamento homogéneo da película, permitindo a livre circulação dos químicos. É um sistema tão versátil que permite processar 35mm, 120mm e filme 4x5'' no mesmo tanque e em simultâneo. 

 

Depois, existe ainda o sistema 3000, também conhecido como Expert Drums. Segundo o fabricante, foi desenhado para processar película com a maior qualidade possível. Isso é conseguido com o fluxo aleatório dos químicos, que impede a formação de padrões de fluxo. Estes tambores podem ser usados nos processadores CPP-2, CPA e ATL 2x00.

 

Curiosidade - houve clientes que compraram um processador da JOBO para poderem usar estes tambores. :D 

 

Manual para sistema JOBO 1500 (em alemão)

Manual para sistema 2500

 

 

 

Everybody Street - um documentário sobre fotografia de rua

trailer de Everybody Street

O documentário "Everybody Street" presta homenagem ao espírito da fotografia de rua através de uma exploração cinematográfica de New York, capta as emoções, perseverança e o perigo que os fotógrafos enfrentam por vezes no seu quotidiano. Com testemunhos dos fotógrafos de rua mais carismáticos do mundo, será com certeza um sucesso.

 

 

O documentário conta com um elenco de luxo: Bruce Davidson, Elliott Erwitt, Jill Freedman, Bruce Gilden, Joel Meyerowitz, Rebecca Lepkoff, Mary Ellen Mark, Jeff Mermelstein, Clayton Patterson, Ricky Powell, Jamel Shabazz, Martha Cooper, Jeff Mermelstein, e Boogie. Realizado por Cherryl Dunn e produzido por Lucy Cooper.

 

Aqui fica o trailer:

Everybody Street Trailer from ALLDAYEVERYDAY on Vimeo.

 

 

via http://everybodystreet.com/

Processo cruzado ganha nova dimensão

Matthew Cetta Photogenic Alchemy

 
Chama-se processo cruzado revelar deliberadamente película fotográfica numa solução destinada a um tipo diferente de película, por exemplo revelar slides com C-41.
 
 
Já tinha conhecimento de processarem película com café, vinho, bolotas e mesmo urina; agora processar com champanhe, lixívia e outros químicos estranhos nunca tinha visto.
 
É o que faz o fotógrafo americano Matthew Cetta. Usando uma Holga carregada com filme de 35mm, fotografa e revela usando vários reagentes inusuais para a fotografia analógica. Uma espécie de caos controlado em que o fotógrafo é movido pela curiosidade de experimentar novas combinações e ver os resultados que produzem.
 
 
O resultado é uma série bem interessante, de imagens com cores vibrantes em que é visível os danos ou alterações à película.  
 
 
Alguns exemplos: 
 
Matthew Cetta Photogenic Alchemy foto de xarope da tosse
foto revelada com xarope da tosse
 
Matthew Cetta Photogenic Alchemy foto revelada com lixivia
foto revelada com lixívia
 
Matthew Cetta Photogenic Alchemy foto revelada com coca-cola
foto revelada com coca cola
 
Matthew Cetta Photogenic Alchemy foto revelada com absinto
foto revelada com absinto
 
Matthew Cetta Photogenic Alchemy foto revelada com amoníaco
foto revelada com amoníaco
 
Matthew Cetta Photogenic Alchemy foto revelada com acetona e água oxigenada
 
foto revelada com acetona e água oxigenada
 
 
 
 
 
A série completa no site e facebook de Matthew Cetta.
 
Créditos: Fotografias de Matthew Cetta e usadas com permissão.
 
 
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Teste ao Adox CMS 20

adox cms 20 and adotech

As películas são como vinhos tintos: têm cores diferentes, provêm de emulsões diferentes, uns custam 2€ outros 5€ ou mais. Há quem não se importe de beber vinho estragado e também há quem fotografe com películas fora do prazo. Se o Adox CMS 20 fosse um vinho, seria um vintage!

 

O Adox CMS 20 tem uma sensibilidade orthopancromática, segundo o fabricante nenhum outro filme tem mais nitidez, grão mais fino ou maior resolução (até 800 Ll /mm*). É possível fazer ampliações até 2,5 metros de diagonal sem perder qualidade, o que equivale matematicamente a uma câmara digital de 500 megapixeis. Este feito é conseguido com a emulsão especial de alta resolução monodispersa. Quando revelado com Adotech oferece uma excelente gama de meios tons.

 

Passemos agora à parte técnica: o filme foi exposto a 20 ASA e o processamento foi realizado num tanque JOBO 1510 manualmente.

 OBS.Temp.Tempo
1- AdotechAgitação contínua nos primeiros 30'', depois uma inversão suave a cada minuto24˚C10m
2- Banho de paragem ácidoAgitação contínua20˚C30s
3- FixadorAgitação contínua20˚C1m
4- Lavagem 20˚C5m
5- Agente molhanteFora do tanque/espiral20˚C1m

 

Algumas imagens digitalizadas a 48.000 dpis no Epson V500 (sem edição):

Adox cms 20

 

adox cms 20

detalhe a 100% da primeira imagem.

Considerações finais

Não é um filme fácil de trabalhar, é bastante fino com facilidade para riscar e apanhar poeiras, mas se exposto e revelado correctamente o resultado final é espectacular. A resolução que atinge tem como limite a resolução da lente usada; tem um grão extremamente fino e uma fantástica exposição de latitude.

 

Cientistas dedicaram anos de pesquisa com o revelador Adotech, por isso não revele com outro quimico. Isso é como beber um bom vinho num copo de plástico.

 

Mais info aqui, podem comprar aqui.

Podem ver as fotos com toda a resolução na nossa página do Flickr.

 

 

 

* Line pairs/mm - Um par de linhas é constituído de uma linha apagada e uma linha acesa adjacentes, enquanto linhas contam ambas as linhas apagadas e acesas. Uma resolução de dez linhas por mm significa cinco linhas apagadas alternando com cinco linhas acesas, ou cinco pares de linhas por mm. A resolução de lentes fotográficas e filmes são mais freqüentemente citadas como pares de linhas por mm. in wiki

CMS (Cubic Monodispersed Single-layer) 20 is the world's sharpest and most fine grained film in existence. This is possible because the emulsion of the single layer is only one grain thick. It is recommended for processing in Adotech CMS developer.

in adox flickr group

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"Alma" ganha 5 Leões em Cannes

alma leica monocrom

A curta metragem "Alma" que foi criada para o lançamento da Leica M-Monochrom na loja da Leica em São Paulo ganhou cinco Leões no festival de Cannes na categoria Film Craft.

 

O filme foi produzido pelos brasileiros da Sentimental Filme e a agência de publicidade FNazca / Saatchi & Saatchi

 

A Leica M-Monochrom foi lançada em meados de 2012, sendo a primeira câmara digital que só faz fotos em preto e branco. Foi apresentada ao mercado sob o conceito de que “Toda Leica tem Alma. Leica M-Monochrom. A reencarnação do preto e branco”.

 

A curta acompanha um fotógrafo de guerra no seu quotidiano, usando um plano subjectivo com o ponto de vista da câmara. 

 

Muito interessante.

Leica Alma from Sentimental on Vimeo.

 

 

 

 

 

via http://www.canneslions.com

mais info aqui

BBC realiza documentário sobre Vivian Maier

Auto retrato de Vivian Maier

Já falámos aqui da ama de Chicago Vivian Maier, e de como uma série de eventos fortunados levou John Maloof a adquirir o espólio da fotógrafa. Espólio esse que vai gerindo, vendendo e ganhando dinheiro que levanta algumas questões pertinentes relacionadas com direitos de autor...

 

Estima-se agora que Maier tenha deixado um legado de 150.000 fotografias (muitas ainda por revelar) e já é apontada como uma referência da fotografia de rua...antes de a fotografia de rua ser inventada.  

 

Enquanto o John Maloof criou um projecto no kickstarter para financiar um documentário, a BBC passou logo à acção e fez um. Fica aqui o trailer:

 

 

 

O mundo pelo buraco de uma agulha

A Câmara Escura

A fotografia pinhole (do inglês buraco de agulha), é uma técnica alternativa de fotografar, despojando a câmara de todos os acessórios supérfluos, voltando à sua essência absoluta: a câmara escura.

A câmara escura não é mais que um compartimento completamente estanque à luz, em que numa das faces é feito um pequeno orifício (orifício estenopeico), pelo qual passa a luz, produzindo na face oposta, uma imagem invertida de cima para baixo e da esquerda para a direita.

A primeira representação deste dispositivo data de 1544, mas este teria sido descoberto muito antes. No entanto, a fotografia teve que esperar muitos anos até ser inventada, em meados do século XIX. Primeiro descobriram-se os materiais sensíveis à luz, e só algum tempo depois se descobriu a forma de fixar as imagens.

 

«The Reflex Box Camera Obscura››, de Johann Zahn, 1685

 

As Câmaras Pinhole

Já se produziram câmaras pinhole de tudo, desde latas de café, caixas de madeira ou cartão, salas inteiras, até mesmo o interior de uma carrinha. Mas todas têm as mesmas coisas em comum: são estanques â luz, e foi-lhes feito um, ou vários minúsculos orifícios, por onde esta passa. Também se pode usar uma câmara reflex à qual se retira a objectiva, cobrindo o bocal com material isolante, e, claro, um furo.

Para produzirmos uma câmara pinhole com um caixa pré-existente, é necessário pintá-la, pelo menos pelo lado de dentro com uma boa camada de tinta-spray preta mate, e proteger todos os pontos por onde possa passar a luz com fita-cola isolante preta. Se a caixa for de metal fino, podemos fazer directamente o buraco na mesma, com a ajuda de um alfinete. Se for de cartão, podemos abrir um buraco maior na caixa e colar-lhe um bocado de metal com um furo (ex: invólucro de rolo fotográfico). O furo deverá ser maior quanto maior for a distância focal da câmara (distância entre o furo e o papel).

Quanto menor for o furo, mais nítida será a imagem, no entanto, se o furo for demasiado pequeno pode causar o fenómeno de difracção, distorcendo a imagem. Os furos devem ser limados pelo menos do lado inverso de que foram feitos. É muito importante que se tenha um mecanismo de “obturação', que não é mais que uma tampa que deverá tapar o buraco quando não estivermos a fotografar. Há várias fórmulas matemáticas para calcular os tamanhos dos furos a fazer, e centenas de técnicas para realizar câmaras pinhole, mas não há uma certa. O importante é criar imagens que nos satisfaçam e deixarmo-nos surpreender pelos resultados.

exemplo de câmaras pinhole
exemplo de câmaras pinhole

Os Materiais Fotossensíveis

Qualquer material do quaI possa surgir uma fotografia, serve como matéria sensível para fazer pinholes: Polaroids, chapas de negativos, rolos de 35 ou 12omm de negativos ou diapositivo a a cores ou a preto e branco já foram utilizados nesta técnica. Neste tutorial vamos usar papel fotográfico por ser o meio mais prático.

 

Fotografar com uma Câmara Pinhole

Para se fazer uma boa fotografia, em quaIquer técnica, é necessário obter o valor de exposição correcto para cada situação. Este valor está diretamente relacionado com a quantidade de Iuz que sensibiliza o material fotossensível Na fotografia pinhole, a única forma de controlar o valor de exposição é com o tempo de exposição. É necessário um maior tempo de exposição quanto menor for a Iuz disponível. Neste tipo de câmaras , os tempos de exposição de uma fotografia pinhole podem ser bastante elevados (desde 15"a várias horas). Por isso, é necessário pousara câmara num Iugar seguro e estável e estar acompanhado de um relógio. O obturador deve ser retirado, e no final do tempo estipulado, deve ser recolocado no Iugar. É sempre aconselhável manter o registo dos tempos e dos resultados.

 

O Laboratório 

0 papeI para fotografia a preto e branco tem uma sensibilidade ortocromática à Iuz. Isto quer dizer que é sensível apenas a uma parte do espectro luminoso. Por isso, deve ser manuseado num laboratório, sob iluminação de segurança, (o papeI não é sensível a essa radiação).  Para carregar a câmara basta recortar um pedaço de papeI que caiba na face da caixa oposta à do furo e fixá-Io com um carregador próprio ou apenas com um pouco de fita-cola. Depois fecha-se a câmara. É necessário ter cuidado para que não se acenda outra Iuz, não se abra a porta, ou se saia do laboratório sem antes verificar que o papel está correctamente fechado na sua caixa e se o obturador está colocado na câmara.

 

Depois de realizar a exposição é hora de revelar os negativos. Para isso, mergulhamos o papeI em três químicos:

Revelador:  Este químico reage com os sais de prata do papeI que foram sensibilizados, e faz aparecer a imagem. 0 tempo de revelação varia consoante o fabricante, mas geralmente está entre os 60" e os 90". 

Banho de Paragem:  Este químico tem um PH ácido, o que faz parar imediatamente a acção do revelador.  0 papeI deve permanecer mergulhado no banho de paragem entre15"e 60"(consoante o fabricante). 

Fixador:  Este químico faz com que o papeI deixe de ser sensível à Iuz e possa ser normalmente manipulado. Depois de ter passado metade do tempo necessário à fixação, pode acender-se a Iuz do laboratório e analisar os resultados. 0 tempo de fixação depende da diluição utilizada e varia de fabricante para fabricante. Geralmente não ultrapassa os 120". 

 

Depois deste processo as imagens são lavadas durante alguns minutos em água corrente para que não permaneça nenhum resíduo dos químicos anteriores. 

Estes químicos apresentam-se em fórmulas concentradas e é necessário verificar as embalagens para conhecermos as diluições correctas e os tempos de vida, já que todos eIes são reutilizáveis. 

É necessário manuseá-Ios com algum cuidado, já que são algo tóxicos. É aconselhável o uso de Iuvas e avental. 

 

Digitalização

Quando as imagens estiverem secas, digitalizamos os negativos e num programa de edição invertemos as cores e espelhamos a imagem. Posteriormente podemos imprimir o positivo, ou imprimir o negativo num acetato e fazer uma impressão por contacto com o ampliador.

 

Análise dos Resultados

Como foi referido anteriormente, o único meio que temos para chegar a uma boa imagem é a tentativa e erro. Portanto é importante saber analisar os resultados. Preferencialmente, o nosso negativo deve ter o máximo possível de tons de cinza, entre o preto e o branco puros.  Se o negativo se apresentar muito escuro, quer dizer que teve Iuz a mais, ou seja, deve reduzir-se o tempo de exposição e vice-versa. Se a variação dos tempos de exposição não produzir resultados diferentes, é possível que a câmara não esteja corretamente construída - pode não ser completamente estanque à Iuz, ou o orifício pode ser grande demais, ou estar obstruído por alguma coisa. Se a imagem apresentar um formato estranho (oval, ou com «bicos»), provavelmente quer dizer que o orifício estenopeico não foi suficientemente Iixado. 

 

Algumas fotos captadas pela nossa câmara:


exposição de 20''

foto pinhole da sagrada pelicula
exposição de 20''


exposição de 30''

Conclusão

A fotografia pinhole pode ser frustrante e recompensadora simultaneamente principalmente para quem gosta de controlar todos os aspectos da fotografia; é como trabalhar sem rede: sem fotómetro, sem visor, e com uma abertura fixa. A curva de habituação é lenta e baseada no método tentativa-erro, mas depois de dominar a técnica é possível conseguir resultados bem interessantes, vejam os links de projectos pinhole!

 

 

Projectos:
Time In a Can
TrashCam Project 
T
he Pinhole Parcel Project

Referências:
Worldwide Pinhole Photography Day (resources)

 

Câmaras estenopeicas:
Zero Image
Ilford Pinhole Kit
Obscura da Ilford
Pinhole Blender
Stenoflex

Vemeer
Kurt Mottweiller
Skin Pinhole ( lentes para por a leica ou a hasselblad a fazer pinholes...)
Heartbeat ( uma pinhole com precisão relojoeira)

Corbis readymech (para download)

 

 

Um agradecimento especial à Magda e ao Domingos da imagerie