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O JOBO 2400

Tanque Jobo 2400

 

Já falámos por aqui da JOBO, a marca germânica que sempre se diferenciou da concorrência devido à sua qualidade e à capacidade de pensar fora da caixa.
 
 
 
Lançado nos anos 70, a pensar no fotógrado que está no terreno, o Tanque Jobo 2400 permite processar um filme de 35mm à luz do dia. Usando este tanque, deixa de ser necessário recorrer à câmara escura ou ao saco de câmara escura para carregar o rolo na espiral, porque esse processo é feito dentro do tanque de um modo engenhoso.  
 
 
 
O tanque necessita de 450ml de solução para cobrir a película por completo. Hoje em dia, não faz muito sentido gastar tanta quimica. O JOBO 1510, por exemplo, precisa apenas de 250ml. Contudo, na altura em que foi lançado, por vezes os filmes eram processados com urgência, para serem enviados para as redacções dos jornais. Assim, não é difícil acreditar que este tanque tenha sido bastante inovador.  
 
 
Mesmo assim, nos tempos que correm, o JOBO 2400 não deixa de ser o ideal para aqueles que têm pânico do escuro, ou para quem nunca se habituou a carregar o filme na espiral.  
 
 
A malta da CatLabs demonstra como se usa o tanque no vídeo a seguir:

 

 

Manual de instruções

 

Festival Revela-T

 

Vai realizar-se de 30 de Maio a 1 junho o festival Revela-T - o único festival dedicado à fotografia analógica do mundo. 
 
O festival vai decorrer na pacata vila histórica de Vilassar de Dalt, que fica a 25km de Barcelona. Conta com mais de mais de 20 exposições, workshops, debates, demonstrações e um espaço comercial com vários expositores. 
 
Já vai na segunda edição e apresenta este ano um painel de oradores com valor reconhecido; das muitas actividades disponíveis nota-se um destaque para processos fotográficos alternativos. 
 
 
O festival pretende ser ponto de encontro de amantes da fotografia, principalmente por fotografia analógica. Uma experiência para criação de sinergias e partilha de conhecimentos sobre fotografia analógica - algo que não vemos muito hoje em dia...
 
 
 
Mais informações aqui
 
 
 

O leilão do século

hasselblad 500 HEDC vai a leilão

 

A leiloeira Austríaca Westlich tem tradição de ter câmaras únicas nos seus leilões: edições limitadas, protótipos e outras, que ajudaram a fazer a história popular. A edição deste ano não é excepção. O site L-camera forum já o caracteriza como o "Leilão do século", figurando no catálogo câmaras que marcaram a história da Leica, como a Leica Model A (o primeiro modelo a ser comercializado), a Leica 250 ou mesmo um protótipo da Leica M3. São artigos raros e muito apetecíveis para colecionadores.

 

hasselblad 500 HEDC

 

Desta vez, contudo, o leilão envolve um objecto certamente inesperado. A estrela desta edição será esta Hasselblad 500 HEDC - uma encomenda da NASA à mítica marca sueca. Usada por Jim Irvin* na missão Apolo 15, em 1971, para documentar a missão, foi com esta máquina que se tiraram as 299 fotos durante a estadia de 3 dias na lua. Até hoje, continuam 12 Hasselblads perdidas na lua. Os austronautas tinham ordens para deixar os corpos, para assim poderem trazer o peso equivalente em pedras lunares. Não será a única câmara que voltou da lua, mas é uma oportunidade de ter um pedaço de história . A base de licitação são 80.000€ e os leiloeiros prevêm que seja arrematada por mais de 200.000€...

 

ACTUALIZAÇÃO -  O leilão foi ganho por Akikazu Fujisawa, fundador da cadeia de lojas Yodobashi Camera, por 660.000€.

 

 

Fontes:

http://www.auction2000.se/auk/w.Object?inC=WLPA&inA=20130909_1514&inO=494

http://www.collectspace.com/news/news-013114a-apollo-moon-camera-auction.html

http://www.hasselbladusa.com/about-hasselblad/hasselblad-in-space/space-cameras.aspx

 


* segundo a leiloeira.

A câmara escura de Clyde Butcher

foto de Clyde Butcher

Dizer que Clyde Butcher é um fotógrafo de paisagem que usa câmaras de grande formato é redutor. Em Clyde Butcher, tudo é enorme: o filme, a câmara escura e as fotos.  

 

Formado em arquitectura, Butcher decidiu mudar o rumo da sua carreira depois de ver uma exposição de Ansel Adams em Yosemite. Ficou tão impressionado com o trabalho do fotógrafo, que começou a fotografar paisagens a preto e branco. 

 

O choque frontal de um condutor embriagado com o seu filho nos anos 80 foi um evento que o marcou para sempre, levando-o a mudar-se para a Florida e a fotografar exclusivamente em preto e branco, com câmaras de grande formato; principalmente uma Deardorff 8x10''. Até hoje, Butcher tem vindo a documentar extensivamente a paisagem da Florida, com grande enfoque nos Everglades.

 

As fotografias resultantes atingem dimensões murais ( até 1,5x2,5m ) com um detalhe que só é possível devido ao suporte utilizado e à mestria do fotógrafo na câmara escura. O monitor talvez não faça justiça às fotos. Dizem que as fotos impressas de Butcher são de tirar o fôlego!

 

Terminamos com um vídeo em que Butcher faz uma visita guiada à sua câmara escura e ainda uma apresentação inspiradora nas TED talks.

 
 
 
 
Referências:
 
 
 

Documentário Long live film disponível na rede

O documentário que noticiámos aqui, uma produção conjunta de Indie FIlm Lab e Kodak Alaris está finalmente disponível na rede.

 

O que era inicialmente um vídeo de 5-10 minutos para documentar uma viagem, evoluiu para o documentário Long Live Film; em que uma nova geração de fotógrafos norte-americanos falam da sua relação com a fotografia analógica e as razões que os levam a continuar a disparar com filme.

 

Desfrutem!

 

 

A Polaroid 20x24

Edwin H. Land: o fundador da Polaroid

Edwin H. Land: cientista, inventor, empreendedor, visionário...  mais conhecido como co-fundador da Polaroid e criador da fotografia instantânea.

 
Figura marcante da cultura popular do séc. XX, Land mudou o paradigma da fotografia para sempre. Foi capa das revistas Time e Life. Mais recentemente, foi várias vezes comparado com Steve Jobs, pois os trajectos de ambos têm vários aspectos em comum. O próprio Jobs confessou mesmo que Land era uma referência para ele.
 
 
Em 1978, para uma reunião com accionistas, Land pediu ao departamento técnico que criasse uma câmara de grande formato, com o objectivo de demonstrar o potencial dos filmes Polaroid. O resultado foi uma câmara gigante que faz fotos de 20x24" (50x 60cm). 
 
 
Para além de ser um homem carismático, Land tinha também uma visão artística. Assim, possibilitou a vários fotógrafos a oportunidade de usar estas câmaras em troca das fotos produzidas por ela. Nomes como Ansel Adams, Chuck Close, Robert Frank e Andy Warhol contribuíram para a Polaroid Collection. Esta colecção pertenceu à Polaroid Corporation, até 2010, mantendo-se intacta até à data. Foi posteriormente leiloada em New York num processo envolto em controvérsia.
 
 
Das câmaras feitas em 1978, existem actualmente 6 espalhadas pelo mundo. Uma está em New York no estudio 20x24, outra em Cambridge no estúdio de Elsa Dorfman.
 
 
Os dois vídeos que se seguem permitem-nos ver esta mítica câmara em acção:
 

 
 
 
 
 
 
 
Referências:
 
 
 
 

Nos bastidores de Creating Camelot

prova-de-contacto-jacques-lowe
exemplo de prova de contacto de Jacques Lowe

 

Para além das milhares de vidas, prédios e outras casualidades que se perderam no 11 de Setembro de 2001, também se perdeu um espólio de valor incalculável que estava guardado num cofre à prova de fogo no World Trade Center.

 

Nesse cofre estavam 40.000 negativos que Jacques Lowe, o fotógrafo oficial dos Kennedy registou durante três anos. Lowe tinha acesso livre acesso e fotografou desde aparições oficiais a momentos mais intimistas da familia Kennedy.

 

Por sorte, Lowe tinha no seu estúdio de New York um backup com 1.500 provas de contacto. Essas provas de contacto eram uma ferramenta para o fotógrafo que marcava as imagens para publicar com lápis, marcadores ou autocolantes. 

 

 

pormenor de uma prova de contacto: antes e depois

 

Para a exposição Creating Camelot no museu Newseum de Washington, os técnicos tiveram que restaurar as provas de contacto e lidar com todos os problemas implícitos: riscos, pó e sujidade. Foram restauradas mais de 200 imagens das provas de contacto e dessas foram usadas 70 na exposição.

 

Este vídeo mostra um bocado do processo do restauro e os desafios que a equipa enfrentou:

 

 

Para saber mais no blog da Adobe Lex van den Berghe revela mais detalhes de como correu o processo de restauro, e a filha de Lowe fala um bocado da relação do pai com os negativos

 

via Time

 


Camelot

Em contextos norte-americanos, a palavra "Camelot" às vezes é usado para referir com admiração a presidência de John F. Kennedy, como seu mandato foi dito ter potencial e promessa para o futuro, e muitos foram inspirados pelos discursos de Kennedy, visão e políticas .

Na época, o assassinato de Kennedy tinha sido comparado com a queda do rei Arthur. As linhas "Não deixe que ele seja esquecido, uma vez que havia uma mancha, por um breve momento brilhante, que era conhecido como Camelot", do musical Camelot, foram citados por sua viúva Jacqueline como sendo de sua canção favorita da partitura. "Haverá grandes Presidentes de novo", ela acrescentou, "mas não vai haver outro Camelot novamente ... isso nunca vai ser assim de novo". 
in wiki
 
 

Revelar com Cafenol

Começar a revelar a preto e branco em casa de modo pouco regular... Qual o revelador mais adequado? Essa foi a questão que surgiu no inicio, tendo como resposta o Agfa Rodial, esse nobre e fiável amigo de 1891. Conhecido por durar e durar sem se deteriorar por tempo quase indeterminado e relativamente fiável. No entanto, aparece muitas vezes como sendo um óptimo revelador a baixas velocidades, criando bastante grão nas mais altas. E se quiser usar filmes mais sensiveis, o que fazer? Há uma grande gama no mercado, sendo a sua maioria com validade curta ou em pó, tendo-se que fazer 5 litros de cada vez ou métodos menos recomendáveis...


E que tal usar café? Já tinha visto este processo descrito, tendo, segundo alguns, um comportamento semelhante ao Xtol, revelador conhecido. Este "novo" químico, de seu nome cafenol apresenta logo à partida uma série de vantagem: se não usar-se parte dos componentes bebem-se, relativamente barato, à mão e sobretudo ecológico!


Assim, passe-se aos 4 componentes do cafenol:
1. Café instantâneo - O mais fácil. Encontra-se em qualquer grande superfície. No entanto há estudos e testes que comprovam que a qualidade do mesmo poderá ter uma influência (quase imperceptivel) no resultado final. Mas comecemos com um de supermercado.

2. Carbonato de sódio (sem bi no principio) - Já tinha usado na cianotípia, tinha em casa. Chama-se a atenção que é diferente do bicarbonato de sódio, usado na cozinha. Na minha experiência descobri estar presente em duas situações no dia a dia: pó para subir PH nas piscina e soda (leve ou densa). No formato de soda é (era) normalmente usada para lavar apetrechos como barris de vinho e superfícies ligadas à indústria vinícola. Passivel de ser encontrado em lojas ligadas à especialidade e drogarias. Arranjei soda leve em pó numa loja de restauro para móveis a 3,60 euros 1kg. Importante: tem de ser em pó (devido à existência de outras sub tipologias que se apresentam em cristais. Este formato é menos adequadas)

3. Ácido ascórbico, também conhecido por Vitamina C - foi-me sugerido o Celeiro, no entanto, como se poderá imaginar, há mais que um ácido ascórbico e o de ingerir não estará propriamente puro. Assim, para não complicar, preferi comprar numa casa de material para laboratório, a Vlab devido à pressa (um pouco mais caro: 25,30 euros 100 gramas). Encontrei também no Ebay a valores muito mais baixos.

4.Brometo de Potássio - da família do sal, também comprado na mesma casa a 14 euros por 100gr. Como a quantidade é residual, nem vale a pena procurar em mais locais.

 

Receitas

Existem várias receitas disponíveis na internet, tendo acabado num Blog onde as experiências são mais conhecidas e de resultados mais consistentes. O do senhor Reinhold Ele propõe 3 receitas base ajustadas para o tipo de utilização a ser dado. Verifiquei que há toda uma comunidade que se baseia nas mesmas. Se funciona com os outros, funcionará comigo. No blog encontra-se muito exemplos do seu uso. Consegui perceber que a receita mais ajustada para o meu caso, velocidades mais altas, seria a Caffenol CH. No entanto não encontrei nenhum exemplo com o Ilford HP5+ a 400. Assim continuei até encontrar a Bíblia  das receitas de Cafenol. Aqui verifiquei uma variação à receita CH, oferecida pelo senhor Eirik Russell Roberts, a de Caffenol CH(rs). Através da diminuição da quantidade de carbonato de potássio, o PH é mais baixo diminuindo o contraste, melhorando a imagem. Após ver esta imagem, passou a fazer ainda mais sentido.


Preparação

Ao invés de fazer uma "litrada" de revelador, converti os valores para 300ml.
Começa-se por misturar o café numa garrafa com 150ml de água e a parte de carbonato noutra separada com a mesma quantidade. Isto tem por objectivo garantir que tudo estava muito bem diluído antes de juntar ambos os componentes e evitar a reacção logo à partida quando se junta o ácio ascórbico com o carbonato de sódio. Depois, junta-se ambas as soluções e o brometo de potássio. Faço a ressalva que, como a receita convertida só pedia 0.3 gr de brometo de potássio, optei como diluir uma grama em 10ml de água, juntando posteriormente 3ml à solução.

 

Se pensaram, como eu, que temos agora um revelador com cheirinho a café, desenganem-se que aquilo cheira quase a esgoto!

 

Revelação:

 

13 minutos para começar, normalmente. Sem qualquer tipo de alteração do processo.
Há apenas a nota que fiz um passo intermédio de tirar o máximo de cafenol possível com água antes do banho de stop (tornando-o praticamente inútil) para o poder reutilizar este segundo banho em revelações mais "convencionais".

 

Algumas fotos da Canonet carregada com Ilford HP5+ revelado por 13 minutos com cafenol:

revelação com caffenol

revelação com caffenol

revelação com caffenol

revelação com caffenol

revelação com caffenol

revelação com caffenol

 

 

Considerações finais

 

 

Respectivamente ao Rodinal, há, sem dúvida uma melhoria relativamente ao grão; o cafenol é um revelador com resultados interessantes em situações com pouca luz e bastante versátil: várias pessoas estão a usá-lo para revelar C41.

 

 
Posso partilhar que no Blog do senhor Reinhold  (e não só) vi imagens reveladas a 3200 e li comentários de pessoas que depois de usarem Xtol e afins, ao passarem para o cafenol, nunca mais quiseram outra coisa. Além disso isto é uma fórmula que (aparentemente) resulta muito bem em filmes "mais nobres" como os Tri-X e afins.
 
A nível do aspecto, o negativo não apresenta grande diferença relativamente aos outros processos (Rodinal e C41) tendo a densidade relativamente normal, tendo em conta que o usei tanto de noite como num dia de sol na rua (à sombra, está claro). 

 

Para finalizar, há que lembrar que, visto sermos nós a misturar os componentes, torna-se, ao contrário dos reveladores de compra, poder criar uma receita que melhor se adeqúe às nossa necessidades, nomeadamente em assuntos como o contraste. Mais isso serão outras guerras mais à frente!

 


Um agradecimento especial ao Gonçalo Matias, todas as fotos da sua autoria e publicadas com permissão.

 

Referências:

www.caffenol-cookbook.com
caffenol.blogspot.pt

 

Long live film!

long live film by indie film lab

O trailer do documentário Long live film! tem gerado burburinho nas redes sociais nas últimas semanas, produzido pelo pequeno laboratório Indie Film Lab de Montgomery e a Kodak.

 

Pouca informação foi libertada sobre o documentário, apenas que é uma parceria entre o Indie film Lab e a Kodak e que é focado em fotógrafos que ainda usam filme e as razões porque o fazem.

 

Do que conseguimos apurar parece que Kodak e Indie FIlm Lab são próximos, tanto nas referências à kodak no blog do laboratório assim como o destaque dado ao fundador do laboratório no blog da kodak.

 

Ficamos a aguardar com espectativa a estreia do documentário porque também amamos o filme. 

 

 

 

via Lomography

Adobe lança pacote especial para fotógrafos na Cloud

A Adobe anunciou recentemente na feira Photoshop World em Las Vegas uma oferta para os fotógrafos que queiram usar as últimas tecnologias da Adobe na Cloud: Photoshop CC, Lightroom 5, Behance ProSite e 20GB de espaço por $9.99 por mês (7.38 Euros).

 

Esta oferta é limitada a utilizadores que tenham uma licença para Photoshop CS3 ou superior e é válida até 31 de Dezembro (pressupõe um ano de fidelização).

 

Esta é uma solução interessante: ter um pacote com as ferramentas necessárias para um fotógrafo a um preço competitivo e além disso quem subscrever tem acesso a recursos da Creative Cloud Learn’s.

 

via adobe blog